Bula Cipro®

cloridrato de ciprofloxacino

bayer

 

 

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

 

®

ciprofloxacino

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO

 

Cipro é apresentado sob a forma de comprimidos, nas doses de 250 e 500 mg, em embalagens com 6, 10, 14 e 50 comprimidos.

 

USO ORAL

 

USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO

 

250 mg - 1 comprimido revestido contém 291 mg de cloridrato de ciprofloxacino monoidratado, equivalentes a 250 mg de ciprofloxacino.

500 mg - 1 comprimido revestido contém 582 mg de cloridrato de ciprofloxacino monoidratado, equivalentes a 500 mg de ciprofloxacino.

 

Componentes inertes: celulose microcristalina, amido, crospovidona, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol e dióxido de titânio.

 

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE

 

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA ?

 

, pertence ao grupo das quinolonas. As quinolonas bloqueiam a girase, uma enzima bacteriana, que tem um papel vital no metabolismo e na reprodução bacteriana, matando os germes causadores da doença.

 

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO ?

são as seguintes:

:

 

Para o tratamento de infecções complicadas e não co mplicadas causadas por microrganismos sensíveis ao ciprofloxacino:

é o medicamento de primeira escolha;

 

  • do ouvido médio (otite média) e dos seios paranasais (sinusite), especialmente se causadas por

 

Staphylococcus;

 

  • dos olhos;

 

  • dos rins e/ou do trato urinário eferente;

 

  • dos órgãos reprodutores, inclusive inflamação dos ovários e das tubas uterinas (anexite), gonorréia e infecções da próstata (prostatite);

(causador da sífilis);

  • da cavidade abdominal p. ex. do estomago e intestino (trato gastrintestinal), do trato biliar e da membrana serosa que reveste internamente as paredes do abdome (peritônio);

 

  • da pele e de tecidos moles;

 

  • dos ossos e articulações.

Infecção generalizada (septicemia)

 

Infecções ou risco de infecção (profilaxia) em paci entes com sistema imunológico comprometido, por exemplo, pacientes em tratamento com medicamentos que inibem as defesas imunológicas naturais do organismo ou pacientes com número reduz ido de glóbulos brancos do sangue.

Eliminação seletiva de bactérias do intestino durante tratamento com medicamentos que inibem o sistema imunológico do organismo.

 

 

Descontaminação intestinal seletiva em pacientes sob tratamento com imunossupressores.

 

:

 

para outras indicações.

 

:

 

).

 

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO ? Contra-indicações

:

 

- Alergia ao ciprofloxacino, ou aos medicamentos contendo outras quinolonas ou a qualquer componente da fórmula;

 

  • Gravidez ou amamentação;

 

  • Uso concomitante de tizanidina.

 

Advertências

:

  • e informar o médico.

 

  • e iniciar tratamento adequado (p.ex. vancomicina oral, 4 x 250 mg por dia). Não tome inibidores da motilidade gastrintestinal.

 

  • deve ser usado com cautela nos pacientes com antecedentes de distúrbios de tendão relacionados a tratamentos com quinolonas.

 

- Caso sofra de epilepsia, tendência a convulsões, antecedentes de convulsões, fluxo sangüíneo reduzido no cérebro, traumatismo craniano ou antecedente de derrame. Esses pacientes correm risco de efeitos indesejáveis no sistema nervoso ce ntral.

 

e informe o médico.

 

- Embora seja muito raro ocorrer sensibilidade à luz com o uso de ciprofloxacino, os pacientes não devem expor-se desnecessariamente à luz UV (sol em altitudes altas, solários). Deve-se interromper o tratamento se aparecerem reações cutâ neas similares a queimaduras solares.

 

Gravidez e amamentação

não deve ser usado durante a gravidez, já que não há experiência sobre a segurança em mulheres grávidas. Estudos realizados com animais n ão evidenciaram malformações do feto, porém não é de todo improvável que o medicamento po ssa causar lesões na cartilagem articular de organismos imaturos.

na amamentação.

 

NÃO DEVE SER USADO DURANTE A GRAVIDEZ E A AMAMENTAÇ ÃO, EXCETO SOB ORIENTAÇÃO MÉDICA. INFORME SEU MÉDICO SE OCORRER GRAVIDEZ OU SE INICIAR AMAMENTAÇÃO DURANTE O USO DESTE MEDICAMENTO.

 

 

 

Crianças, adolescentes e idosos

pode ser usado no caso específico descrito abaixo.

 

Como ocorre com outros inibidores da girase, o ciprofloxacino causa lesão nas articulações que suportam o peso de animais jovens. Os dados de segurança em menores de 18 anos que sofriam principalmente de fibrose cística não evidenciaram lesão de articulação/cartilagem.

 

anos.

pode ser usado por idosos na menor dose possível estabelecida pelo médico.

 

Precauções

 

Condução de veículos e uso de máquinas

 

pode prejudicar a capacidade de reação e reduzir a habilidade para essas tarefas. Isso ocorre principalmente no início do tratamento, ao aumentar a dose, quando a medicação for alterada, e com ingestão concomitante de álcool.

 

Interações medicamentosas

com outros medicamentos

:

 

.

 

.

 

pode levar a uma leve diminuição do pico de concentração plasmática (Cmax) e da biodisponibilid ade (AUC) de ciprofloxacino.

 

, pois pode ocorrer um aumento indesejável nas concentrações séricas de tizanidina associado aos efeitos colaterais clinicamente importantes induzidos por esta, como queda da pressão e sonolên cia.

 

usados em conjunto pode aumentar a concentração de teofilina no sangue e a freqüência dos seus efeitos indesejáv eis que, em alguns casos, podem ser fatais. Se o uso de ambos for inevitável, a concentração de teofilina no sangue deve ser observada e a dose reduzida conforme necessidade.

 

, aumentando o nível plasmático deste.

 

doses muito altas de quinolonas e certos antiinflamatórios não-esteróides podem desencadear convulsões. Isto não se refere aos que contêm ácido acetilsalicílico.

 

. Nesses casos é necessário controlar cuidadosamente (duas vezes por semana) a concentração de creatinina.

pode aumentar o efeito desta.

pode aumentar o efeito desta e provocar falta de açúcar no sangue (hipoglicemia).

 

pode levar a um aumento da concentração plasmática e da biodisponibilidade de duloxetina.

 

 

 

.

 

INFORME AO MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJ ÁVEIS, SE VOCÊ ESTIVER UTILIZANDO OU SE UTILIZOU RECENTEMENTE OUTROS MEDICAMENTOS, INCLUSIVE MEDICAMENTOS SEM RECEITA MÉDICA.

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

 

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

 

Aspecto físico

 

500 mg é um comprimido alongado e branco.

Características organolépticas

250 mg e 500 mg não tem cheiro e possui sabor amar go.

 

DOSAGEM

 

A dosagem geralmente recomendada pelo médico é a seguinte:

 

:

 

 

Indicações

Dose diária para adultos de

 

 

ciprofloxacino (mg) via oral

Infecções do trato respiratório

2 x 250 a 500 mg

(dependendo da gravidade e do microrganismo)

 

Infecções do trato urinário:

 

-

aguda, não complicada

1 a 2 x 250 mg

cistite em mulheres (antes da menopausa)

dose única 250 mg

-

complicada

2 x 250 a 500 mg

Gonorréia:

 

-

extragenital

dose única 250 mg

-

aguda, não complicada

dose única 250 mg

Diarréia

1 a 2 x 500 mg

Outras infecções (vide indicações)

2 x 500 mg

Infecções graves, com risco de vida:

 

-

pneumonia estreptocócica

2 x 750 mg

infecções recorrentes em fibrose cística

 

infecções ósseas e das articulações

 

-

septicemia

 

-

peritonite

 

,

 

Streptococcus

 

 

:

 

: 500 mg de ciprofloxacino duas vezes por dia.

 

exceder 500 mg (dose máxima diária: 1000 mg).

O tratamento deve começar imediatamente após a suspeita ou confirmação da inalação dos bacilos de antraz.

 

solução de infusão para terapia intravenosa.

 

 

Pacientes idosos

 

 

 

Pacientes idosos devem receber a menor dose compatível com a severidade da infecção e com a sua função renal.

 

Crianças e adolescentes

 

em pacientes com mucoviscidose é 20 mg/Kg 2 x por dia (máximo 1.500 mg/dia).

 

:

 

Adultos

 

  1. Recomendam-se as seguintes doses para a disfunção renal moderada ou grave:

 

Depuração de creatinina entre 30 e 50 ml/min (creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 ml), a dose máxima para administração oral é de 1000 mg de ciprofloxacino por dia.

Depuração de creatinina inferior a 30 ml/min (creatinina sérica igual ou superior a 2 mg/100 ml), a dose máxima para administração oral é de 500 mg de ciprofloxacino por dia.

  1. Disfunção renal e sob hemodiálise é a mesma dose após cada sessão de diálise que os pacientes com disfunção renal moderada ou grave (veja ponto 1).

  2. para infusão ao dialisado (intraperitoneal). A dose é de 50 mg de ciprofloxacino por litro de dialisado, 4 vezes por dia, em intervalos de 6 horas.

 

.

 

  1. Não é preciso mudar a dose em caso de mau funcionamento do fígado.

 

  1. Em caso de mau funcionamento do fígado e dos rins, a dose deve ser a mesma usada para disfunção renal. Pode ser necessário monitorar a co ncentração de ciprofloxacino no sangue.

 

Crianças e adolescentes

 

Doses em crianças e adolescentes com disfunções renal e/ou hepática alteradas não foram estudadas.

 

COMO USAR

 

Não altere a dose nem a duração do tratamento indic ados por seu médico. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, com líquido. Não é preciso tomar o comprimido às refeições. Tomar os comprimidos com estômago vazio acelera a absorção. Não devem ser tomados com laticínios ou bebidas enriquecidas com minerais (p. ex. leite, iogurte ou suco de laranja enriquecido com cálcio). No entanto, a absorção não é afetada significativam ente por refeições que contenham cálcio.

 

Duração do tratamento

 

A duração do tratamento depende da gravidade da doença e do curso clínico e bacteriológico. Em geral, o tratamento deve sempre prosseguir por pelo menos 3 dias após a febre e os sinais clínicos terem desaparecido.

Em geral, a duração média do tratamento é:

 

Adultos

 

  • 1 dia para gonorréia e cistite agudas não complicadas;

 

  • até 7 dias para infecções de rins, trato urinário e cavidade abdominal;

 

  • em pacientes com sistema imunológico comprometido, o tratamento deve prosseguir enquanto a

 

contagem total de glóbulos brancos estiver reduzida (fase neutropênica);

 

  • no máximo 2 meses para inflamação da medula óssea (osteomielite);

 

  • 7-14 dias para todas as outras infecções.

 

Em infecções estreptocócicas, o tratamento deve continuar por pelo menos 10 dias, por risco de complicações tardias.

 

devem ser tratadas durante pelo menos 10 dias.

 

 

 

 

.

 

de bacilos de antraz.

são muito fortes ou muito fracos.

 

®

 

sem antes falar com seu médico, as bactérias que causaram a infecção poderão recomeçar a se reproduzir e sua condição poderá pio rar bastante.

 

NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO S EU MÉDICO.

 

SIGA A ORIENTAÇÃO DO SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.

 

NÃO USE MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

 

engolidos inteiros, sem mastigar, com um pouco de líquido.

 

®

Se você esqueceu de tomar uma dose, não tome uma do se em dobro na próxima vez. Simplesmente continue o tratamento, utilizando a dose indicada pelo médico.

 

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

 

pode ter efeitos indesejáveis. A freqüência é indi cada da seguinte forma: Freqüentemente (entre 1% e 10%), Oc asionalmente (entre 0,1% e 1%), Raramente (entre 0,01% e 0,1%) e Muito raramente (inferior a 0,01%).

 

Infecções e infestações

reduzir a sensibilidade das bactérias ao ciprofloxacino; por isso, o paciente pode infectar-se novamente com a mesma bactéria ou por leveduras antes da erradicação da infecção inicial.

 

raramente fatal).

 

Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo

 

: aumento dos glóbulos brancos do sangue (eosinofilia).

 

vermelhos (anemia) ou de plaquetas (trombocitopenia), aumento de glóbulos brancos do sangue (leucocitose) e aumento persistente das plaquetas no sangue (trombocitemia).

todas as células sangüíneas (pancitopenia com possí vel risco de vida), redução de glóbulos brancos com possíveis sintomas de calafrios, febre, bolhas na boca e garganta (agranulocitose), função da medula óssea reduzida (com possível risco de vida).

 

Distúrbios imunológicos

 

reação alérgica com inchaço/angioedema.

 

laringe; dificuldade de respirar que pode levar a choque com risco de vida), (às vezes após a primeira administração) e reações similares àquelas associadas com doença do soro (p. ex. febre, inchaço dos gânglios linfáticos, vermelhidão da pel e, urticária, inchaço).

 

 

 

 

falta de apetite (anorexia).

 

aumento da concentração de açúcar no sangue (hiperglicemia)

 

Distúrbios psiquiátricos

 

hiperatividade psicomotora / agitação.

 

reações psicóticas

 

Distúrbios do sistema nervoso

 

dor de cabeça, tontura, distúrbios do sono, alteração do paladar.

 

zunido (parestesia), distúrbio da sensibilidade sup erficial, especialmente aos estímulos táteis (disestesia), tremor, convulsões, diminuição da sen sibilidade geral (hipoestesia) e vertigem.

sensibilidade geral ou específica (hiperestesia), aumento da pressão intracraniana.

 

Distúrbios da visão

 

alterações da visão

 

distorção visual das cores.

 

Distúrbios da audição e do labirinto

 

zumbido e perda da audição.

 

alterações da audição.

 

Distúrbios cardíacos

 

taquicardia.

 

Distúrbios vasculares

 

(síncope).

 

: vasculite.

 

Distúrbios respiratórios

 

: dificuldade de respirar (dispnéia) incluindo condição asmática.

 

: enjôo e diarréia.

: inflamação do pâncreas (pancreatite).

 

Distúrbios hepatobiliares

 

hepático, icterícia e hepatite (não infecciosa).

hepática potencialmente fatal.

 

Lesões da pele e do tecido subcutâneo

 

sensibilidade à luz e formação de bolhas.

 

multiforme (forma branda) evoluindo para formas graves (síndrome de Stevens-Johnson - potencialmente fatal) e necrólise epidérmica tóxica(potencialmente fatal).

 

Distúrbios musculoesqueléticos, tecido conectivo e ósseos

 

dor nas articulações.

 

 

 

cãibras

 

(fraqueza muscular grave).

 

Distúrbios renais e urinários

 

da função renal.

 

e de cristais na urina.

 

Distúrbios gerais

 

Reações no local da injeção

 

dor inespecífica, mal-estar geral, febre.

: distúrbios da marcha.

 

Exames de laboratório

 

aumento da enzima hepática fosfatase alcalina.

 

nível anormal de protrombina e aumento da amilase.

 

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DE STE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ ?

 

Há relatos de alguns casos de toxicidade renal reve rsível após superdose aguda. Nesses casos, portanto a função renal deve ser monitorada pelo médico. A administração de produtos que contêm magnésio ou cálcio neutraliza o ácido do estômago e reduz a absorção de ciprofloxacino na corrente sangüínea.

 

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO ?

 

Os comprimidos devem ser guardados na embalagem original, em temperatura ambiente, entre 15º e 30ºC.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

E

 

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS Propriedades farmacodinâmicas

 

O ciprofloxacino é um agente antibacteriano quinolônico sintético, de amplo espectro (código ATC: J01MA02).

 

Mecanismo de Ação

 

contra uma ampla gama de microorganismos gram-negativos e gram-positivos. A ação bactericida do ciprofloxacino resulta da inibição da topoisomerase bacteriana do tipo II (DNA girase) e topoisomerase IV, necessárias para a replicação, transcrição, reparo e recombinação do DNA bacteriano.

 

Mecanismo de Resistência

 

. A resistência cruzada entre as fluoroquinolonas aparece, quando a resitência surge por mutação. As mutações únicas podem reduzir a sensibilidade, em lugar de produzir resistência clínica, mas as mutações múltiplas, em geral levam à resistência clínica ao ciprofloxacino e à resistência cruzada entre as quinolonas. A impermeabilidade bacteriana e/ou expressão das bomb as de efluxo podem repercutir na sensibilidade ao ciprofloxacino. Está relatada resi stência mediada por plasmídeos e codificada por

 

 

. Os mecanismos de resitência que inativam as penic ilinas, as cefalosporinas, os aminoglicosídeos, os macrolídeos e as tetraciclinas não interferem na atividade antibacteriana do ciprofloxacino e não se conhece nenhuma resistência cruzada entre o ciprofloxacino e outros grupos antimicrobianos. Os microorganismos resistentes a esses medicamentos podem ser sensíveis ao ciprofloxacino.

 

A concentração bactericida mínima (MBC) geralmente não excede a concentração inibitória mínima (MIC) em mais que o dobro.

 

ao ciprofloxacino

 

A prevalência da resistência adquirida pode variar segundo a região geográfica e o tempo para determinadas espécies, e é desejável dispor de informação local de resistência, principalmente quando se tratar de infecções graves. Quando necessário, deve-se solicitar o conselho de um especialista se a prevalência local da resistência é tal que seja questionada a utilidade do preparado, pelo menos frente a determinados tipos de infecção.

 

contra cepas sensíveis dos seguintes microorganismos:

(sensíveis à meticilina),

 

Staphylococcus saprophyticus, Streptococcus pneumoniae

 

Microorganismos gram-negativos aeróbios:

 

Burkholderia cepacia

Klebsiella pneumoniae

Providencia spp.

Campylobacter spp.

Klebsiella oxytoca

Pseudomonas aeruginosa

Citrobacter freudii

Moraxella catarrhalis

Pseudomonas fluorescens

Enterobacter aerogenes

Morganella morganii

Serratia marcescens

Enterobacter cloacae

Neisseria gonorrhoeae

Shigella spp.

Escherichia coli

Proteus mirabilis

 

Haemophillus influenzae

Proteus vulgaris

 

 

Os seguintes microorganismos mostram um grau variáv el de sensibilidade ao ciprofloxacino:

 

.

 

como quando se medem os valores séricos como marcador sucedâneo.

 

Inalação de antraz - Informação adicional

 

As concentrações séricas de ciprofloxacino atingidas em humanos servem como um indicativo razoavelmente adequado para prever o benefício clínico e fornecem a base para esta indicação. Em adultos e crianças tratados por via oral ou endovenosa, as concentrações de ciprofloxacino atingem ou superam as concentrações séricas médias de ciprofloxacino que proporcionam melhora estatisticamente significativa de sobrevida de macacos Rhesus no modelo de inalação de antraz (ver Posologia).

 

A farmacocinética do ciprofloxacino foi avaliada em diferentes populações humanas. A concentração sérica máxima média no estado de equilíbrio obtida em humanos adultos tratados com 500 mg por via oral de 12 em 12 horas é de 2,97 µg/ml, sendo de 4,56 µg/ml após administração intravenosa de 400 mg de 12 em 12 horas. A concentração sérica mínima média no estado de equilíbrio em ambos os esquemas é 0,2 µg/ml. Em um estudo de 10 pacientes pediátricos de 6 a 16 anos, a concentração plasmáti ca máxima média alcançada foi de 8,3 µg/ml e a concentração mínima variou de 0,09 a 0,26 µg/ml após administração de duas infusões intravenosas de 30 minutos de 10 mg/kg, com intervalo de 12 horas. Após a segunda infusão intravenosa, os pacientes passaram a receber 15 mg/kg por via oral de 12 em 12 horas, tendo-se atingido a concentração máxima média de 3,6 µg/ml a pós a primeira dose oral. Os dados de segurança de longo prazo com administração de ciprofloxacino a pacientes pediátricos, incluindo os efeitos na cartilagem, são limitados. (Para info rmações adicionais, veja Advertências).

 

 

 

esperado (1 hora após a dose) por via oral (até alcançar o estado de equilíbrio), variaram de 0,98 a 1,69 µg/ml. As concentrações mínimas médias no estado de equilíbrio, 12 horas após a dose, variaram de 0,12 a 0,19 µg/ml. A mortalidade devida ao antraz nos animais que receberam um regime de 30 dias de ciprofloxacino oral, iniciando 24 horas após a exposição, foi significativamente menor (1/9) que no grupo placebo (9/10) [p = 0,001]. No único animal tratado que não resistiu ao antraz, o óbito ocorreu após o período de 30 dias de administração do medicamento.

 

Propriedades farmacocinéticas

 

Absorção

 

Comprimidos revestidos

 

Após a administração oral de doses únicas de 250 mg, 500 mg e 750 mg de comprimidos de ciprofloxacino, este é absorvido rápida e amplament e principalmente através do intestino delgado, atingindo as concentrações séricas máximas 1 a 2 ho ras depois.

 

) e as áreas totais sob as curvas das concentrações séricas em relação ao tempo (AUC) aumentaram proporcionalmente às doses.

 

Solução parenteral

 

As concentrações séricas máximas médias após infusã o intravenosa de ciprofloxacino são atingidas ao final da infusão. A farmacocinética do ciprofloxacino é linear dentro do intervalo posológico, até 400 mg por via intravenosa.

 

Distribuição

 

A ligação protéica do ciprofloxacino é baixa (20 - 30%) e a substância no plasma encontra-se fundamentalmente sob a forma não ionizada. O ciprof loxacino pode difundir-se livremente para o espaço extravascular. O grande volume de distribuição no estado de equilíbrio, de 2-3 l/Kg de peso corpóreo, mostra que o ciprofloxacino penetra nos tecidos e atinge concentrações que claramente excedem os valores séricos correspondentes.

 

Metabolismo

 

quase equivalente à do norfloxacino.

 

Eliminação

 

O ciprofloxacino é amplamente excretado sob forma inalterada pelos rins e, em menor extensão, por via extra-renal.

 

Crianças

 

e AUC foi observado com doses múltiplas (10 mg/Kg/ 3 x dia). Em 10 crianças

 

foi de 6,1 mg/l (faixa de 4,6 - 8,3 mg/l) após infusão intravenosa de 10 mg/Kg durante 1 hora; e 7 ,2 mg/l (faixa 4,7 -11,8 mg/l) em crianças de 1

 

a 5 anos. Os valores da AUC foram de 17,4 mg?h/l (faixa 11,8 - 32,0 mg?h/l) e de 16,5 mg?h/l (faixa 11,0 - 23,8 mg?h/l) nas respectivas faixas etárias. Esses valores estão dentro da faixa relatada para adultos tratados com doses terapêuticas. Com b ase na análise farmacocinética da população pediátrica com infecções diversas, a meia-vida médi a esperada em crianças é de aproximadamente 4 a 5 horas.

 

 

 

Dados Pré-Clínicos de Segurança

 

após infusão intravenosa é 125-290 mg/Kg.

 

Toxicidade Crônica

 

Estudos de Tolerabilidade Crônica em 6 meses

 

por ratos e macacos, respectivamente. Em alguns macacos no grupo de dose máxima (90 mg/Kg) foram observadas novamente alterações nos túbulos r enais distais.

detectadas concentrações de uréia e creatinina levemente elevadas e alterações nos túbulos renais distais.

 

Carcinogenicidade

 

Nos estudos de carcinogenicidade em camundongos (21 meses) e ratos (24 meses) tratados com doses de aproximadamente 1000 mg/Kg de peso corporal/dia em camundongos e 125 mg/Kg de peso corporal/dia em ratos (aumentada para 250 mg/Kg/dia após 22 semanas), não se evidenciou potencial carcinogênico de qualquer das doses avali adas.

 

Toxicologia da reprodução

 

intra-uterino e pós-natal das crias, nem a fertilidade da geração F1.

 

teratogenicidade do ciprofloxacino.

 

perinatal ou pós-natal dos animais. A pesquisa histológica ao fim do período de criação não revelou nenhum sinal de dano articular nas crias.

 

Mutagenicidade

 

com o ciprofloxacino.

 

que cobriam todos os aspectos relevantes resultaram negativos.

 

.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA

 

Resultados de experiências clínicas realizadas e do cumentadas, demonstraram que em 81,9% dos casos os microorganismos causadores das infecções foram erradicados. Clinicamente, quase 94,2% dos pacientes apresentaram acentuada melhora ou recuperação completa.

(95%) e também para os organismos Gram-

 

 

(74%), alcançados com tratamento via oral, demonstram o amplo espectro de atividade do Cipro®.

O índice de cura ou melhora das condições clínicas encontrados nas diferentes infecções foram os seguintes:

 

Trato respiratório inferior e superior ......... >85% Trato urinário não complicadas ............... >90% Trato urinário complicadas .............. 97 - 100 % Pele e tecidos moles ........................... 90% Ossos e articulações ........................... 75% Gastrointestinais ................................... 100% Bacteremia/septicemia ........................... 94% Ginecológicas ......................................... 92% Otite maligna externa .............................. 90% Prostatite crônica .............................. 84 - 91%

 

INDICAÇÕES

 

Adultos

 

Infecções complicadas e não complicadas causadas po r microrganismos sensíveis ao ciprofloxacino.

 

  • .

 

  • .

  • Olhos.

 

  • Rins e/ou trato urinário eferente.

 

  • Órgãos genitais, inclusive anexite, gonorréia e p rostatite.

 

  • Cavidade abdominal (ex. infecções bacterianas do trato gastrintestinal ou do trato biliar e peritonite).

  • Pele e tecidos moles.

 

  • Ossos e articulações.

 

  • Sepse.

 

Infecção ou risco iminente de infecção (profilaxia) , em pacientes com sistema imunológico comprometido (ex. pacientes em uso de imunossupressores ou pacientes neutropênicos). Descontaminação intestinal seletiva em pacientes sob tratamento com imunossupressores.

 

Crianças

 

em crianças foram realizados na indicação acima. Para outras indicações clínicas a experiência é limitada. Não se recomenda, portanto, o uso do cipr ofloxacino para outras indicações diferentes da mencionada acima. O tratamento deve ser iniciado somente após cuidadosa avaliação dos riscos e benefícios, pela possibilidade de reações adversas nas articulações e nos tecidos adjacentes.

 

Antraz por inalação (após exposição) em adultos e c rianças

 

aerossolizado.

 

CONTRA-INDICAÇÕES

 

Cipro® não deve ser usado em casos de hipersensibilidade ao ciprofloxacino, ou às outras quinolonas ou a qualquer um dos excipientes.

 

É contra-indicada a administração concomitante de ciprofloxacino e tizanidina, pois pode ocorrer um aumento indesejável nas concentrações séricas de tizanidina associado aos efeitos colaterais

 

 

 

clinicamente importantes induzidos por esta (hipotensão, sonolência, hipnestesia) (veja Interações Medicamentosas).

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE AB ERTO

 

Os comprimidos devem ser deglutidos inteiros, com um pouco de líquido, independentemente das refeições. Quando ingeridos com o estômago vazio, a substância ativa é absorvida mais rapidamente. Os comprimidos não devem ser tomados c om produtos lácteos ou bebidas enriquecidas com minerais (p. ex. leite, iogurte, suco de laranja enriquecido com cálcio). No entanto, o cálcio contido na dieta alimentar não af eta significativamente a absorção de ciprofloxacino.

 

Se pela gravidade de sua doença ou por qualquer outro motivo o paciente não estiver apto a ingerir comprimidos (p. ex. nutrição enteral), recomenda-se iniciar a terapia com Cipro® injetável. Após a administração endovenosa, pode-se dar continuidade ao tratamento por via oral (terapia seqüencial).

 

Os comprimidos devem ser conservados na embalagem original, em temperatura ambiente, entre 15° e 30°C.

 

POSOLOGIA

 

Salvo prescrição médica contrária, recomendam-se as seguintes doses:

 

 

Indicações

Dose diária para adultos de

 

 

ciprofloxacino (mg) via oral

Infecções do trato respiratório

2 x 250 a 500 mg

(dependendo da gravidade e do microrganismo)

 

Infecções do trato urinário:

 

-

aguda, não complicada

1 a 2 x 250 mg

cistite em mulheres (antes da menopausa)

dose única 250 mg

-

complicada

2 x 250 a 500 mg

Gonorréia:

 

-

extragenital

dose única 250 mg

-

aguda, não complicada

dose única 250 mg

Diarréia

1 a 2 x 500 mg

Outras infecções (vide indicações)

2 x 500 mg

Infecções graves, com risco de vida:

 

-

pneumonia estreptocócica

2 x 750 mg

infecções recorrentes em fibrose cística

 

infecções ósseas e das articulações

 

-

septicemia

 

-

peritonite

 

,

 

Streptococcus

 

 

Idosos

 

Os pacientes idosos devem receber doses tão reduzid as quanto possíveis, dependendo da gravidade da doença e da depuração de creatinina.

 

Crianças e adolescentes fibrose cística

, na dose oral de 20 mg/Kg, duas vezes por dia (dose máxima diária de 1.500 mg).

 

:

 

: Administração oral: 500 mg, duas vezes por dia.

 

de 500 mg por dose (dose diária máxima: 1000 mg).

 

 

A administração do medicamento deve começar o mais rapidamente possível após suspeita ou confirmação de exposição.

 

Duração do tratamento

 

A duração do tratamento depende da gravidade da doença e do curso clínico e bacteriológico. É essencial manter-se o tratamento durante pelo menos 3 dias após o desaparecimento da febre e dos sintomas clínicos. Duração média do tratamento: 1 dia, nos casos de gonorréia aguda não complicada e cistite; até 7 dias, nos casos de infecção renal, trato urinário e cavidade abdominal; durante todo o período neutropênico, em pacientes c om defesas orgânicas debilitadas; máximo de

 

2 meses, nos casos de osteomielite; 7 a 14 dias, em todas as outras infecções.

 

Nas infecções estreptocócicas, o tratamento deve durar pelo menos 10 dias, pelo risco de complicações posteriores.

 

também devem ser tratadas durante um período mínimo de 10 dias.

A duração total do tratamento de antraz por inalação (pós-exposição) com ciprofloxacino (i.v. ou oral) é de 60 dias.

 

Crianças

 

tratamento deve ser de 10 a 14 dias.

 

ca

 

Adultos

1. Insuficiência renal

 

  1. (insuficiência renal moderada) ou concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 ml: a dose máxima diária de Cipro® por via oral deverá ser de 1.000 mg/dia.

 

  1. (insuficiência renal grave) ou concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 ml: a dose máxima diária de Cipro® por via oral deverá ser de 500 mg/dia.

2. Insuficiência renal + hemodiálise

 

  1. (insuficiência renal moderada) ou concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 ml: a dose máxima diária de Cipro® por via oral deverá ser de 1.000 mg/dia.

 

  1. (insuficiência renal grave) ou concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 ml: a dose máxima diária de Cipro® por via oral deverá ser de 500 mg/dia, nos dias de diálise, após o procedimento.

 

3. Insuficiência renal e diálise peritonial ambulat orial contínua (DPAC)

 

Administrar 1 comprimido revestido de 500 mg ou 2 comprimidos revestidos de 250 mg. 4. Insuficiência hepática

 

Não há necessidade de ajuste de dose. 5. Insuficiência renal e hepática

 

  1. (insuficiência renal moderada) ou concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 ml: a dose máxima diária de Cipro® por via oral deverá ser de 1.000 mg/dia.

 

  1. (insuficiência renal grave) ou concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 ml: a dose máxima diária de Cipro® por via oral deverá ser de 500 mg/dia.

 

Crianças

 

Doses em crianças com função renal e/ou hepática al teradas não foram estudadas.

 

ADVERTÊNCIAS

 

após uma única dose, devendo informar o médico imediatamente. Em raros casos reações

 

 

anafiláticas ou anafilactóides podem progredir para um estado de choque, com risco de vida, em alguns casos após a primeira administração. Em tais circunstâncias, a administração de Cipro® deve ser interrompida e instituir-se tratamento médico adequado (ex. tratamento para choque).

 

deve-se consultar um médico, já que esse sintoma po de ocultar doença intestinal grave (colite pseudomembranosa, com possível evolução fatal), que exige tratamento adequado imediato. Nesses casos, o ciprofloxacino deve ser descontinuado e deve ser iniciada uma terapêutica apropriada (p. ex. vancomicina por via oral, na dose de 250 mg, quatro vezes por dia). Medicamentos que inibem o peristaltismo são contra- indicados.

 

Pode ocorrer um aumento temporário das transaminase s, de fosfatase alcalina ou icterícia colestática, especialmente em pacientes com doença hepática precedente.

 

deve se consultar um médico e suspender o tratamento com o antibiótico. Deve-se cuidar para manter em repouso a extremidade afetada e evitar exercícios físicos inadequados (pois do contrário, aumentará o risco de ruptura de tendão).

 

Há relatos de ruptura de tendão (sobretudo tendão d e Aquiles), predominantemente em idosos tratados anteriormente com glicocorticóides por via sistêmica.

 

O ciprofloxacino deve ser usado com cuidado nos pacientes com antecedentes de distúrbios de tendão relacionados com tratamento quinolônico.

central (SNC) (ex. limiar convulsivo reduzido, antecedentes de convulsão, redução do fluxo sangüíneo cerebral, lesão cerebral ou acidente vasc ular cerebral), Cipro® deve ser administrado somente se os benefícios do tratamento forem superiores aos possíveis riscos, por eventuais efeitos colaterais sobre o SNC. Em alguns casos, essas reações ocorreram logo após a primeira administração de Cipro®. Em casos raros podem ocorrer depressão ou reações psicóticas, que podem evoluir para um comportamento de auto-exposição a riscos. Nesse caso, Cipro® deve ser suspenso e informar o médico imediatamente.

 

deve-se evitar a exposição direta e excessiva ao sol ou à luz ultravioleta. O tratamento deve ser descontinuado se ocorrer fotossensibilização (p.ex. reações tipo queimadura solar).

 

1A2. Deve-se ter cuidado quando outros medicamentos metabolizados pela mesma via enzimática (p. ex. teofilina, metilxantinas, cafeína, duloxetina, clozapina) são administrados concomitantemente. Pode-se observar um aumento das concentrações plasmáticas associado a efeitos colaterais específicos da droga devido à inibição de sua depuração metabólica pelo ciprofloxacino (veja Interações Medicamentosas).

 

situações pode ser alterada, comprometendo a habili dade de dirigir veículos ou operar máquinas. Tal fato ocorre principalmente com a ingestão conco mitante de álcool.

 

há experiência sobre a segurança da droga nessas pa cientes; além disso, estudos realizados com animais sugerem não ser de todo improvável que o me dicamento possa causar lesões na cartilagem articular de organismos imaturos (veja . Dados Pré-Clínicos de Segurança). Estudos feitos com animais não evidenciaram efeitos teratog ênicos.

 

ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO SEM ORIENTA ÇÃO MÉDICA POR MULHERES GRÁVIDAS.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

 

Uso em idosos

 

Vide Posologia - Idosos.

 

 

 

 

Uso pediátrico

 

clínica em outras indicações é limitada.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

 

.

 

bebidas enriquecidas com minerais (por ex. leite, iogurte, suco de laranja enriquecido com cálcio) deve ser evitada porque a absorção do ciprofloxacino pode ser reduzida. Contudo, o cálcio da dieta, parte da alimentação normal, não afeta signi ficativamente a absorção.

tempo para atingir as concentrações plasmáticas máx imas. Não se observou efeito sobre a biodisponibilidade do ciprofloxacino.

 

e a AUC do ciprofloxacino.

 

do metotrexato, podendo aumentar os níveis plasmáti cos deste e o risco de reações tóxicas associadas ao metotrexato. Portanto, monitorar cuidadosamente pacientes tratados com metotrexato, se for indicada terapia simultânea com ciprofloxacino.

 

associação de doses altas de quinolonas (inibidores da girase) e de certos antiinflamatórios não-esteróides (exceto o ácido acetilsalicílico) pode provocar convulsões.

transitoriamente a creatinina sérica. Portanto, é necessário controlar a concentração de creatinina sérica nesses pacientes (duas vezes por semana).

glibenclamida pode intensificar a ação desta (hipoglicemia).

da duloxetina. Embora nenhum dado clínico esteja disponível sobre uma possível interação com ciprofloxacino, efeito similar pode ser esperado da administração concomitante.

 

 

 

e AUC de ropinirol em 60 e 84%, respectivamente. Embora o tratamento com ropinirol tenha sido bem tolerado, pode ocorrer uma possível interação com o ciprofloxacino em uma administração concomitante, acompanhado de efeitos secundários.

 

ciprofloxacino, um inibidor moderado da isoenzima 1A2 do citocromo P450, reduz a depuração da lidocaína administrada por via intravenosa em cerca de 22%. O tratamento com lidocaína foi bem tolerado, contudo pode ocorrer uma interação com o ciprofloxacino se administrado concomitantemente, acompanhado de efeitos secundári os.

 

31%, respectivamente, após administração simultânea de ciprofloxacino 250 mg durante 7 dias (veja Advertências e Precauções).

 

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

 

As reações adversas relatadas com base em todos os estudos clínicos com ciprofloxacino (oral e parenteral) classificadas por categoria de freqüênc ia segundo CIOMS III estão listadas abaixo (Total n= 51721; dados de 15/05/2005).

.

 

: incidência entre 1% e menor que 10%

 

: incidência entre 0,1% e menor que 1%

 

: incidência entre 0,01% e menor que 0,1%

 

: incidência menor que 0,01%

 

Infecções e infestações:

 

super-infecções micóticas.

 

colite associada a antibiótico (muito raramente com possível evolução fatal).

 

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático:

 

: eosinofilia.

 

: leucopenia, anemia, neutropenia, leucocitose, trombocitopenia e trombocitemia.

 

).

 

Distúrbios do sistema imunológico:

 

: reação alérgica e edema alérgico/angioedema.

 

reações similares à doença do soro.

 

Distúrbios metabólicos e nutricionais:

 

: anorexia.

 

hiperglicemia.

 

Distúrbios psiquiátricos:

 

: hiperatividade psicomotora/agitação.

 

alucinações.

 

reações psicóticas.

 

Distúrbios do sistema nervoso:

 

: parestesia e disestesia, hipoestesia, tremores, convulsões e vertigem.

.

 

 

 

Distúrbios visuais:

 

: distúrbios visuais.

 

distorção visual das cores.

 

Distúrbios da audição e labirinto:

 

: zumbido e perda da audição.

 

alteração da audição.

 

Distúrbios cardíacos:

 

: taquicardia.

 

Distúrbios vasculares:

 

: vasodilatação, hipotensão e síncope.

 

vasculite.

 

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos:

 

: dispnéia (incluindo condições asmáticas).

 

Distúrbios gastrintestinais:

 

náusea e diarréia.

 

: vômito, dores gastrintestinais e abdominais, dispepsia e flatulência.

 

pancreatite.

 

Distúrbios hepatobiliares:

 

transtorno hepático, icterícia e hepatite (não inf ecciosa).

 

(muito raramente progredindo para insuficiência hepática potencialmente fatal).

 

Distúrbios da pele e dos tecidos subcutâneos:

 

: exantema, prurido e urticária.

 

reações de fotossensibilidade e vesículas inespecíficas.

 

síndrome de Stevens-Johnson (potencialmente fatal) e necrólise epidérmica tóxica (potencialmente fatal).

 

Distúrbios ósseos e do tecido conectivo e musculoesquelético

 

: artralgia.

 

mialgia, artrite, aumento do tônus muscular e cãibras.

 

exacerbação dos sintomas de miastenia grave.

 

Distúrbios renais e urinários:

 

: alterações da função renal.

 

insuficiência renal, hematúria, cristalúria e nefr ite túbulo-intersticial.

 

Distúrbios gerais:

 

: dor inespecífica, mal estar geral e febre.

 

edema e sudorese (hiperidrose).

 

.

 

Exames laboratoriais:

 

: aumento da fosfatase alcalina no sangue.

 

nível anormal de protrombina e aumento da amilase.

 

 

 

 

SUPERDOSE

 

Em casos de superdose oral aguda, registrou-se ocorrência de toxicidade renal reversível. Portanto, além das medidas habituais de emergência, recomenda-se monitorar a função renal e administrar antiácidos contendo magnésio ou cálcio para reduzir a absorção do ciprofloxacino. Apenas uma pequena quantidade do ciprofloxacino (menos de 10%) é eliminada mediante hemodiálise ou diálise peritoneal.

 

ARMAZENAGEM

 

Os comprimidos devem ser conservados na embalagem original, em temperatura ambiente, entre 15° e 30 °C.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

 

Lote, datas de fabricação e validade: vide cartucho.

 

CCDS 14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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